Os debates sobre a assistência social e sobre a necessidade de criação de políticas específicas para o setor intensificaram-se a partir dos anos 1930, tendo em vista às demandas do crescimento urbano e da migração de populações de baixo poder aquisitivo para as cidades. Cabe citar, o incremento no número de empregos na cidade de Niterói durante os anos 1940, fruto do investimento de Amaral Peixoto em uma nova modernização da região, e a necessidade de construção de políticas que pudessem atender ao grande afluxo de pessoas que migravam especialmente para Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense. A LBA fluminense contribuiu decisivamente para o surgimento da Escola de Serviço Social de Niterói, com o apoio de Alzira Vargas, primeira-dama do Estado do Rio de Janeiro e filha do presidente da República Getúlio Vargas. O governo do Estado do Rio de Janeiro e a LBA foram os responsáveis pela manutenção da Escola, propiciando o não pagamento de mensalidades pelas alunas. Tal diferencial favoreceu a procura do curso pelas meninas do interior, que esperavam exercer a profissão no retorno para suas cidades, mas sabe-se que a maioria delas acabava se engajando em trabalhos na capital fluminense. Alzira Vargas, Violeta Campofiorito, Yolanda de Sá Antunes Maciel, Petra Maria Calazans e Heloisa Marcondes Faria foram alguns nomes de destaque ao longo dessa trajetória.
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